“O que nos mantém vivos
não é a matéria,
mas sim uma sublime
corrente eléctrica.”

Nuno Nina

Todas as doenças crónicas e a maioria das doenças agudas têm a sua causa directa a nível celular, numa quebra de corrente eléctrica que é manifestada por uma diminuição do potencial da membrana celular, teoria defendida por cientistas como o Dr. Robert O. Becker e o Dr. Bjorn Nordenstrom (Chairman do Comité do Prémio Nobel).

Em 1991, dois cientistas, Dr. Bert Sakmann e Dr. Erwin Neher, receberam o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina devido aos seus estudos sobre a permeabilidade de microcorrentes na membrana celular humana, que subsequentemente consolidou o status das microcorrentes em Ciência Médica. Nordenstrom demonstrou ainda que uma corrente de baixa voltagem pode restaurar um estado fisiológico normal às células com perdas de potencial (Nordenstrom, 1983).

O que acontece quando a célula perde potencial eléctrico?

Numa célula saudável e jovem, este potencial tem valores entre -70 e -90mV e assegura o transporte através da membrana celular, a produção de energia a partir das mitocôndrias e a síntese proteica (Cheng et al., 1982; Mannheimer JS, 2005; Wolcott LE et al., 1969).

Com o avanço da idade e no curso de uma doença, este potencial eléctrico diminui para -40 ou -50mV – o chamado envelhecimento celular – e, da mesma forma, podem mesmo ocorrer dores, inflamações, edema ou isquémia ao diminuir até -15mV.

Este valor é o limiar no qual a célula sofre mutação cancerígena, o potencial encontra-se tão reduzido que esta, devido ao seu puro instinto de sobrevivência, se vai começar a multiplicar incontrolavelmente.

Todas as doenças ocupam uma posição nesta linha de perda de potencial eléctrico da membrana celular.

O papel do terapeuta é reverter este processo e devolver à célula o seu potencial saudável, idealmente maior do que -70mV.

No seu funcionamento normal, em trabalho, a célula sofre um processo de despolarização, atingindo, por exemplo, 10mV. Como consequência, dá-se a entrada de potássio para o meio intracelular até ao ponto de causar hiperpolarização para -90mV ou -110mV, havendo um reequilíbrio imediato para um intervalo de -90mV a -70mV.

No entanto, quando não existe um equilíbrio no conteúdo do meio extracelular, nomeadamente sais, minerais e aminoácidos, não é permitido à célula fazer a repolarização para valores correctos: o que representa o ponto de partida de muitos desequilíbrios que dão origem, em última instância, à doença.

Como saber se estamos em equilíbrio?

Meio ácido vs. Meio alcalino

Em situações normais, o sódio encontra-se presente em maior quantidade no meio extracelular e o contrário acontece com o potássio, permitindo, assim, criar a tal diferença de potencial da membrana.

Se começa a entrar mais sódio para dentro da célula e o potássio a sair, este ambiente extracelular torna-se ácidodevido à grande presença de iões de hidrogénio e o potencial de membrana diminui até atingir os -12mV. É nesta situação que se dá a multiplicação, fruto de uma resposta ao ambiente extracelular ácido, dando origem às chamadas células cancerígenas.

Por outro lado, se o meio se encontra alcalino – saída excessiva de sódio para o meio extracelular e entrada de potássio dentro da célula – as células tornam-se ácidas e degeneram. Embora não exista nada que o comprove, esta é uma hipótese que permita explicar doenças como o Alzheimer, o Parkinson, a esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, etc.

O que fazer para reverter esta situação?