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As forças eléctricas não só foram importantes para a origem da vida, como estão ainda hoje em acção em todas as partes do nosso planeta e do nosso corpo, mesmo quando nos ocupamos dos afazeres mais mun­danos. Por exemplo, ao ligarmos uma televisão ou um computador, cada pixel do ecrã irradia ondas electro­magnéticas que se propagam a trezentos mil quilómetros por segundo. Segue-se uma extraordinária sequência de acontecimentos.

O mais provável é que os olhos do espectador ro­lem, descrevendo uma série de majestosas voltas, ao iluminar-se o ecrã: cada globo ocular, pesando cerca de 7 gramas, é levado a deslizar pela lisa órbita, revestida a gordura, por acção de seis músculos achatados. O olho pestaneja, as pupilas dilatadas estão a postos e as ondas electromagnéticas começam a entrar.

Desaceleram ligeiramente ao atravessar a córnea transportando consigo a imagem do ecrã rumo ao ser humano que ainda a aguarda. Os pontos mais avança­dos de cada onda situam-se todos aproximadamente sobre o mesmo plano.

As ondas transpõem o humor aquoso e entram pelo orifício da pupila. Talvez o espectador tenha semicerrado os olhos para evitar o brilho intenso; mas os refle­xos humanos ocorrem à escala dos milésimos de se­gundo, logo são muitíssimo mais lentos do que as ondas invasoras, que por isso se esgueiram pela pupila sem qualquer obstrução.

O cristalino, rígido, limita-se a focar as ondas um pouco melhor, largando-as em seguida no gelatinoso mar interior que é o humor vítreo. Algumas das ondas eléctricas são detidas por moléculas orgânicas pelo cami­nho; a maior parte, porém, consegue transpor esses obstáculos biológicos macios, atravessa o forro interior do globo ocular e atinge, finalmente, o seu destino: a frágil ramificação peduncular do cérebro conhecida por retina. As ondas recém-chegadas, viajando ainda quase à mesma velocidade com que entraram no olho, emba­tem então numa malha de antigos vasos sanguíneos e membranas celulares, desencadeando um fenómeno inesperado.

Gera-se uma corrente eléctrica.

Pode parecer estanho que assim seja, uma vez que o interior do nosso corpo é um lugar extremamente hú­mido. Já encontrámos a electricidade em telégrafos, telefones, lâmpadas, motores eléctricos, rádios, radares e computadores de toda a espécie. Mas dentro de nós próprios? Em princípio, a água e a electricidade não devem andar juntas. É bem conhecida a cena, nos fil­mes de James Bond, em que o protagonista liquida um adversário atirando-lhe um rádio (eléctrico) para den­tro da banheira (cheia de água). No entanto, os minús­culos circuitos dentro das nossas órbitas imitam os mais refinados receptores eléctricos, apesar de não serem feitos de fio de cobre isolado, nem de silício engenho­samente modificado, mas sim de vulgares proteínas, colesterol gordo — e muita, muita água.

A electricidade está por todo o nosso corpo, e é ela que o faz funcionar. Há cabos eléctricos emaranhados que penetram nas profundezas do nosso cérebro; cam­pos eléctricos e magnéticos intensos que atravessam as nossas células, impelindo nutrientes e neurotransmissores através de membranas isoladoras microscópicas; o nosso próprio ADN é governado por poderosas forças eléctricas.

Criou-se assim uma nova forma de tecnologia, uma tecnologia líquida. Podem carregar-se electricamente saquinhos de água, que em seguida se dirigem aos lugares mais recônditos do nosso corpo. Os anestésicos actuam sobre as bombas eléctricas das nossas células nervosas, atordoando-nos e tornando assim possíveis as interven­ções cirúrgicas. O Prozac agarra-se aos terminais eléctri­cos dos nossos cérebros e impede as mágoas de lá chega­rem; as moléculas electricamente carregadas libertadas por um comprimido de Viagra afectam os disparos de outros neurónios, contribuindo para o nosso prazer. Tudo faz parte da grande mudança que se está a dar nas fronteiras da ciência actual — da física para a biologia, do mundo físico exterior para o corpo e as suas paixões.

Mas que fazem os circuitos eléctricos dentro dos nossos corpos e dos nossos cérebros? A ideia é tão estranha que só muito recentemente nos apercebemos do papel desempenhado pela electricidade no nosso organismo.

Estamos vivos porque temos uma corrente eléctrica a fluir dentro de nós, e temos que a manter para nos mantermos vivos e saudáveis.

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